TURMA FLORIANO PEIXOTO - AMAN DEZ 1960

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A SAGA DA TURMA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO

O Consolidador da República transmitiu aos jovens soldados a sua visão de soberania e patriotismo.

Ao recusar a intervenção da Esquadra Britânica numa revolta interna externou o seu ideal de nacionalidade.

No episódio da Proclamação da República, contestando o Barão de Ouro Preto que determinava a tomada a qualquer custo de peças de artilharia em posição, declarou que não abriria fogo contra brasileiros e acrescentou : "Eu sou um soldado da Nação. Meus galões foram conquistados nos campos da batalha e não por serviços prestados a Ministros".

O nome de nossa turma foi escolhido mediante uma aglutinação dos alunos oriundos da EsPPA, que sob a liderança inconteste de Ivo Fernandes Krugger, presidente da Sociedade Pré-Academica Militar em Porto Alegre e posteriormente, da Sociedade Acadêmica Militar na AMAN, desenvolveram uma campanha vitoriosa para a adoção do mesmo nome que a turma já adotara em Porto Alegre.

Com a elevada missão de precursora na reforma do Ensino, os seus integrantes encararam o desafio de, ao lado do desenvolvimento das ciências exatas e disciplinas militares, iniciar um novo ciclo no ensino militar brasileiro, com a introdução de matérias como Psicologia, Filosofia, Direito em todos os seus segmentos, Administração, Estatística e principalmente Português até então não estudado na AMAN. Pela primeira vez a AMAN funcionou com um Curso Básico único para todas as Armas e Serviços e foi nossa turma a primeira das novas armas de Comunicações e Material Bélico.

Sem nos determos nos conflitos internos, o que em cada evento dividiria a nossa Turma em dois segmentos, a favor e contra, prosseguiremos. Após o Aspirantado espalhamo-nos por este Brasil imenso levando a mensagem de oficiais muito bem preparados e voltados principalmente para o desenvolvimento nacional e valorização do homem, através do preparo de inúmeras e variadas turmas de reservistas. Neste aspecto podemos destacar um retrato do ano de 1961 em que os soldados incorporados chegavam, em determinados lugares, a um índice próximo de 80% de analfabetos e hoje 40 anos passados, as unidades não incorporam analfabetos e a especialização nas áreas técnicas são atingidas quase totalmente.

Imaginamos nesse progresso gigantesco de nosso povo, um pouco de nossa contribuição nas Escolas Regimentais, nas instruções de métodos de higiene, nos procedimentos em situações diversas e muitos outros assuntos.

Externamente participamos das missões de paz na Faixa de Gaza, na República Dominicana, na África colonial que se emancipava e muitas missões humanitárias. Recentemente um oficial General de nossa turma, serviu como mediador militar no conflito fronteiriço entre Perú e Equador, outro que na reserva ainda como Capitão, foi recentemente Ministro de Estado e outro como Capitão comandou uma força-tarefa na difícil missão desenvolvida em Xambioá, por ocasião da guerrilha do Araguaia.

Na área tecnológica, coube a um jovem Oficial de nossa Turma organizar a estrutura de desenvolvimento e fabricação de mísseis e a outro participar no ITA do projeto de foguetes Astra para a Avibrás. Participamos em obras de engenharia pioneiras, na construção de estradas, ferrovias e barragens.

Chegamos a maturidade, uns na área civil outros na área militar, mas todos irmanados no mesmo sentimento de amor à Pátria com competência, caráter, dedicação e amizade compulsiva entre os integrantes da Turma, razão de nossa união, nessa comemoração dos 40 anos de formatura.

A turma produziu 15 oficiais Generais, sendo 04 de Infantaria, 02 de Cavalaria, 03 de Artilharia, 01 de Engenharia, 02 de Intendência, 01 de Material Bélico e 02 Engenheiros Militares.

Nossos Comandantes em 1960, Gen Adalberto Pereira dos Santos foi ministro do Superior Tribunal Militar e posteriormente Vice-presidente da República. Nosso Sub Cmt, Cel Emilio Garrastazú Médici, foi Presidente da República no período 70/74 enfrentando vários conflitos internos e desenvolvendo uma política econômica para um país grande, colocando-o na 8ª economia do mundo.

Encerrando esta cerimônia simples de perpetuação de nossa presença aqui e agora, gostaria de afirmar que todos somos vencedores e Deus nos uniu para que pudéssemos fundir nossos mais puros sentimentos de amizade, amor à pátria e profundo temor ao criador, que nos inspiram e protegem nessa longa caminhada repleta de emoções e compromissos.

Podemos como São Paulo triunfantes recitar :

"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé."

 

* Alocução proferida por Thirso Naval Colvero, por ocasiãodas comemorações dos 40 anos de formação

 

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