TURMA FLORIANO PEIXOTO - AMAN DEZ 1960

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AMAN - FOTO AÉREA

A Academia Militar das Agulhas Negras é nossa casa.

 Foi nosso lar durante 3 anos - 1958, 1959, 1960. Memoráveis anos onde convivemos em regime de internato, como irmãos, numa só família.

Lá passamos alguns dos tempos mais caros de nossa juventude.

Tempos queridos, que nos evocam saudades, porém tempos que nos transportaram para a idade adulta com uma profunda visão de vida com dignidade e honradez.

Ser cadete é sublime, quase heroico.

As exigências físicas na tangência do limite associavam-se às solicitações intelectuais não menos grandes.

As noites geladas dos acampamentos na Região de Resende são inesquecíveis.

Fosse tempo de acampar, seria tempo de chover.

Suor e chuva, lama e ração confundiam-se no cumprimento das missões.

Os Parques dos Cursos, o Macuco, o Alambari, o Paraíba do Sul, Penedo, Itatiaia, a Praça da Matriz coalhada de verde, Agulhas Negras, a reta na entrada, o Portão Monumental, a Dutra de pista única, pão quentinho saindo na madrugada tudo isto e mais um muito, tudo isto é a AMAN de 60.

Entrar em forma para o rancho, seguir para as refeições marchando, cantando, vibrando - aliás vibrando sempre - faminto aguardar no mais absoluto silêncio produzido pela mudez , se assim se pode dizer, de mais de mil jovens, a ordem para sentar-se à mesa, isto é sempre AMAN.

O tempo passou, hoje, vividos setenta anos, constatamos que a disciplina só nos fez bem.

O salão de provas - um temor.

O estudo noturno até quase a hora da ALVORADA do dia seguinte.

TAM...TAM...TAM...TAM... o corneteiro tocava a alvorada , exatamente às 5 .40 da manhã.

" Levanta cadete! " Quase que por milagre de sincronismo, ao mesmo tempo, surgia a voz do companheiro de plantão nas portas dos alojamentos.

Mal se havia dormido e o dia recomeçava.

As canções militares, cantadas a cada nova manhã, ainda nos fazem vibrar e porque não dizer, por vezes, chorar de saudades também.

Ah, as energias dos 20 anos!

Que dignificante a maturidade dos 70!

Sexta-feira, dia de licenciamento.

Sim, dia de ir ver a família, a namorada e outros de seus mais queridos valores.

Nem todos podiam aproveitar assim os dias de folga.

Somos oriundos de cada recanto do BRASIL.

Esta é uma destinação do Exército que o oficial aprende bem na AMAN e exerce, ao longo da vida, com orgulho e algum sacrifício: a integração nacional.

Hoje, passados os anos, estamos cada qual em seu destino.

A AMAN permanece um templo onde se cultua o amor à Patria e ao próximo.

Lá nos tornamos amigos. Amigos para sempre.

A AMAN cresceu, melhorou em vários aspectos, mas os objetivos básicos de formar o oficial do Exército Brasileiro permanecem os mesmos.

E aqui neste espaço virtual pretendemos estreitar mais ainda os laços de amizade lá forjados, relembrando sempre fatos interessantes do passado, bem como trazendo momentos significativos do presente.

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por wja